segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Desligue-se do mundo e tome posse de si

Quando fui "convidada" para o Orkut, lá pelas bandas de 2005/06, fiquei fascinada com uma característica: comunidades. Através delas comecei a me tornar parte de um todo que adorava, amava, odiava as mesmas coisas e eu, pela primeira vez na vida, me senti normal.


Ver toda aquela gente que odeia azeitona, que também abre a porta da geladeira pra pensar, que - na época, ok - também era a favor do Chorão do Charlie Brown Jr contra o Marcelo Camelo (hoje eu sou mais o Camelo)...Foi uma fase ótima, e reparei que ou todos eram malucos, ou essa história de maluquice era baboseira. Poxa, existiam vários como eu!

Mas tudo bem, o papo aqui não é sobre meu estado mental, tampouco sobre orkut. O fato é que outro dia, navegando por aí, encontrei uma comunidade incrível: "Eu adoro desligar o celular". Ok, aí você pensa, o que há de incrível nisso? A comunidade possui o grande número de 397 agregados, e eu acho muito para o século da tecnologia.

No primeiro momento senti aquilo que sempre sinto, notei que existem mais 397 pessoas como eu, que adoram desligar-se do mundo e tentam viver um pouco como antigamente. É algo que sempre faço, principalmente nos finais de semana, e já fui tida como, ham, maluca por isso.

E voltamos ao estado mental. No fórum da comunidade algumas pessoas falam sobre esse assunto. São tidas como loucas por quererem desligar-se não só dos celulares, mas também das pessoas, de tudo.

E esse é o novo paradoxo do século 21, no qual me encontro fortemente conectada: ao mesmo tempo em que adoro novas tecnologias e busco um telefone celular que possa tirar fotos quiçá profissionais, fujo dele nas horas em que deve fazer o seu papel, que é o de receber uma ligação. Essa busca/fuga precisa ser melhor analisada.

Mas ter um momento só seu, voltado para o próprio umbigo, é uma maravilha, e é um direito que todos temos e devemos preservá-lo.

Agora é hora de desligar.

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